segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Jair Messias Bolsonaro e seus Crimes no Exército - Ataque Terrorista, Indisciplina, Prisão e Expulsão do Exército Brasileiro - Eleições 2018

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Jair Messias Bolsonaro - Encrencas no Exército do Brasil
Ataque Terrorista, mentiras deslavadas, comportamento bipolar, Jair Bolsonaro não foi um bom soldado. Ele causou muitos problemas para os seus colegas e superiores, foi julgado e preso, e sua expulsão estava em andamento quando se candidatou e ganhou para vereador do RJ. Por tanto ele fugiu para o foro privilegiado!

Bolsonaro fica Nervoso ao ser perguntado sobre seus Crimes no Exército e Expulsão:


1989: O dia em que o Exército despejou Bolsonaro
Leia a seguir, matéria do Jornal do Brasil de 05 de Janeiro de 1989:

No Jornal do Brasil do dia 5 de Janeiro de 1989, a reportagem sobre o despejo de Bolsonaro, autorizado pelo Exército, mostra quem era o capitão. Eleito vereador, Bolsonaro atrasou mudança da Vila Militar e acabou sendo despejado pelo coronel do Exército. Jair Bolsonaro foi obrigado a se retirar da casa onde morava com a esposa Rogéria em 1989, quando; [já eleito vereador do Rio] e estando na reserva remunerada, sofria as represálias entre os superiores por ter coordenado ataques terroristas contra o Exército do Brasil. O capitão chegou a planejar explosões em quartéis do Exército e outros locais do Rio de Janeiro, como na principal adutora de água da capital fluminense, para demonstrar insatisfação sobre índice de reajuste salarial do Exército. Bolsonaro foi acusado de transgressão grave ao Regulamento Disciplinar do Exército (RDE). Ele dera entrevista e publicou artigo na revista Veja, em 1986, com comentários nada amigáveis ao governo federal.

Transcrição Completa da Notícia:

Exército Despeja Bolsonaro - Bolsonaro e Rogéria terão que deixar a Vila Militar

O controvertido capitão do exército e agora vereador pelo PDC Jair Bolsonaro envolveu-se na terça feira em mais um atrito com colegas militares. Intimado a deixar até o dia 30 de Dezembro o apartamento de três quartos onde mora com a mulher, Rogéria - na área da escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) na Vila Militar - atrasou a mudança em cinco dias e provocou a ira do fiscal de administração da escola, coronel Adilson Garcia da Amaral, que foi a sua casa acompanhado de 12 soldados e um Tenente para consumar o despejo.

Bolsonaro, que passou para a reserva remunerada após sua eleição em novembro, podendo por lei retornar ao Exército quando terminar seu mandato, respondeu ao fiscal que a mudança seria feita ontem. O coronel marcou para ás 9h o prazo final, “Ele afirmou que, se eu não saísse na hora marcada, entraria a força e colocaria tudo para fora". contou Bolsonaro. A morte de um motorista de transportadora Baby, entretanto, atrasou mais uma vez a promessa de invadir a casa do capitão.

O vereador foi acusado em 1986 de planejar a explosão de bombas em quartéis do exército para protestar contra os baixos salários dos militares. Desde então sofreu várias represarias por parte de alguns colegas - inclusive do coronel Adilson, segundo outros oficiais - e o apoio de outros. Hoje, o oficial parece muito preocupado com a sua segurança, a ponto de não permitir conversas sobre o episódio que li valeu um processo de expulsão do Exército no qual foi absolvido. Ele supõe que existam aparelhos de escuta escondidos no seu apartamento.

Apesar do seu comportamento contestador dentro da corporação, Bolsonaro goza de certo prestígio em alguns setores da oficialidade, sendo inclusive amigo pessoal do ex-comandante militar do Planalto, General Newton Cruz, o qual esteve presente há sua posse na Câmara Municipal.

Condenado e Preso, Expulso do Exército, e até despejado foi:

Dos 11 inquéritos, ações penais, mandados de injunção e petições sobre o deputado federal Jair Bolsonaro que estão ou já passaram pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nenhum foi mais explosivo e preocupante para suas pretensões políticas do que o julgamento no dia 16 de Junho de 1988 no Superior Tribunal Militar (STM). Bolsonaro era acusado de transgressão grave ao Regulamento Disciplinar do Exército (RDE). Ele dera entrevista e publicou artigo na revista Veja, em 1986, com comentários nada amigáveis ao governo federal.

Também planejou ações terroristas. Iria explodir bombas em quartéis do Exército e outros locais do Rio de Janeiro, assim como na principal adutora de água da capital fluminense, para demonstrar insatisfação sobre índice de reajuste salarial do Exército. Diz o relatório secreto do Centro de Inteligência do Exército (CIE), nº 394, de 1990, com 96 páginas, ao qual o DCM teve acesso, e que é publicado pela primeira vez (veja abaixo): “Punido por ter elaborado e feito publicar, em uma revista semanal, de tiragem nacional, sem conhecimento e autorização de seus superiores, artigo em que tece comentários sobre a política de remuneração do pessoal civil e militar da União: ter abordado aspectos da política econômica e financeira fora de sua esfera de atribuição e sem possuir um nível de conhecimento global que lhe facultasse a correta análise; por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina; por ter censurado a política governamental; por ter ferido a ética, gerando clima de inquietação no âmbito da OM (Organização Militar) e da Força e por ter contribuído para prejudicar o excelente conceito da tropa paraquedista no âmbito do Exército e da Nação (NR 63, 65, 66, 68 e 106 do anexo I, com agravantes do NR 2 e letra “C” NR 6 do artigo 18, tudo do RDE, fica preso por 15 (quinze) dias”.

O ato grave de indisciplina provocado por verborragia sua e de sua esposa da época, que falou à repórter da Veja sobre o plano de explodir bombas, culminou em 15 dias de cadeia para o então capitão. Sua carreira foi posta à prova no STM, a maior instância jurídica das Forças Armadas. Aconteceu no período inicial de redemocratização do Brasil, depois de 21 anos de ditadura. Poderia se tornar o maior problema da vida para Jair Bolsonaro. Mas não foi. O STM, por nove votos a quatro o considerou inocente, mesmo depois de uma comissão interna do Exército, chamada de Conselho de Justificação, tê-lo excluído do quadro da Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO), na zona norte do Rio de Janeiro, e também de o Conselho ter considerado que as explicações dadas não foram satisfatórias.

Em 1988, o general Sérgio de Ari Pires, ministro do STM, relator do processo contra Bolsonaro, concordou com o parecer do Conselho de Justificação e considerou (o então capitão) “não justificado”, ou seja, culpado. Paralelamente, para pressionar o comando do Exército, Bolsonaro e outros militares planejaram explodir bombas em quartéis do Exército no Rio de Janeiro e outras localidades como a adutora de água Guandu, que abastece a cidade do Rio. Alguns dos alvos seriam a Vila Militar e a Academia de Agulhas Negras. O plano seria acionado caso o governo concedesse aumentos salariais inferiores a 60%. Batizado de operação “Beco sem Saída”, a ideia tinha o objetivo de deixar clara a insatisfação dos oficiais com o índice de reajuste salarial que seria anunciado em poucos dias pelo ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves.

Bolsonaro Aprontou muito no exército, até planejar ataques terroristas ele planejou, foi preso e estava sendo julgado quando fugiu para o foro privilegiado ao ser eleito vereador pelo RJ

Documentos produzidos pelo Exército Brasileiro na década de 1980 mostram que os superiores de Bolsonaro o avaliaram como dono de uma - “excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente” - Segundo o superior de Bolsonaro na época, o coronel Carlos Alfredo Pellegrino: “[Bolsonaro] tinha permanentemente a intenção de liderar os oficiais subalternos, no que foi sempre repelido, tanto em razão do tratamento agressivo dispensado a seus camaradas, como pela falta de lógica, racionalidade e equilíbrio na apresentação de seus argumentos” - (Coronel Carlos Alfredo Pellegrino).

Os coronéis responsáveis pela investigação decidiram, por unanimidade, pela condenação. “O Justificante [Bolsonaro] mentiu durante todo o processo, quando negou a autoria dos esboços publicados na revista VEJA, como comprovam os laudos periciais.” Segundo documento assinado por três coronéis, Bolsonaro “revelou comportamento aético e incompatível com o pundonor militar e o decoro da classe, ao passar à imprensa informações sobre sua instituição”. (Clique Aqui).

Quando foi julgado e preso por estar perpetrando um ataque terrorista (isso em 1988) Bolsonaro se candidatou a vereador pelo RJ e foi eleito em 1989, isto é... ele fugiu para o foro privilegiado! Assim, (já que tinha se tornado um político) o processo de expulsão dele do exército não prosseguiu, pois não fazia mais sentido, (ele já estava fora do exército, ele mesmo se ‘expulsou’ do exército...). E de qualquer modo ele prometeu “trabalhar pelos direitos e garantias da classe dos militares” então para que expulsá-lo do exército? Se ele agora iria defender os interesses do exército politicamente?

Mas foi só por isso, se ele não tivesse sido esperto (como todo bom malandro), e eleito vereador, seria expulso do exército brasileiro COM CERTEZA! Citação: “Em 1988, o general Sérgio de Ari Pires, ministro do STM, relator do processo contra Bolsonaro, concordou com o parecer do Conselho de Justificação e considerou (o então capitão) “não justificado”, ou seja, CULPADO!”.

Sofreu 30 pedidos de cassação e três condenações judiciais. Suas posições políticas geralmente são classificadas como alinhadas aos discursos da extrema-direita fascista (como dos regimes de Mussolini e Hitler).


Por Folha de S. Paulo - Jair Bolsonaro admitiu atos de indisciplina e deslealdade no Exército. 
Por: RUBENS VALENTE, DE BRASÍLIA 15/05/2017 02h00 - Atualizado às 13h14

Documentos obtidos pela Folha no STM (Superior Tribunal Militar) mostram que o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) admitiu em 1987 ter cometido atos de indisciplina e deslealdade para com os seus superiores no Exército. O então capitão foi acusado por cinco irregularidades e teve que a responder a um Conselho de Justificação, uma espécie de inquérito, formado por três coronéis. Ele foi considerado culpado pelos coronéis, mas absolvido depois em recurso acolhido pelos ministros do STM, por 8 votos a 4 por que tinha sido eleito vereador pelo RJ. (caso contrario seria expulso do exército em desonra). O processo tinha dois objetos: um artigo que ele escreveu em 1986 para a revista Veja para pedir aumento salarial para a tropa, sem consulta aos seus superiores, e a afirmação, meses depois, pela mesma publicação, de que ele e outro oficial haviam elaborado um plano para explodir bombas-relógio em unidades militares do Rio. Os documentos informam que, pela autoria do artigo, Bolsonaro foi preso por 15 dias ao “ter ferido a ética, gerando clima de inquietação na organização militar” e “por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina”.

Jair Bolsonaro, Condenação por atentados Terroristas, Mentir sobre Juramento, indisciplina, expulsão do exército. Durante o processo ele se candidatou a vereador e foi eleito, por isso o processo de expulsão foi arquivado, pois ele mesmo (Jair) tinha se auto expulsado... *Reprodução Registro da punição do então capitão Jair Bolsonaro pela infantaria.

O Exército detectou um movimento para desestabilizar a cadeia de comando e determinou uma investigação, a mando do ministro e general Leonidas Pires Gonçalves (1921-2015), alvo de Bolsonaro. Em interrogatório reservado de 1987, o então capitão assinou documento no qual reconhece ter cometido uma "transgressão disciplinar" ao escrever para "Veja". "E que, à época, não levou em consideração que seria uma deslealdade mas que, agora, acha que sim", disse ao depor. O STM decidiu que pelo artigo ele já havia sido punido com a prisão. Depois, a revista publicou que ele e outro capitão haviam elaborado um plano chamado "Beco sem saída", que previa uma série de explosões. Como evidência, a revista divulgou esboços atribuídos a Bolsonaro.

Na reportagem, ele dizia que haveria "só a explosão de algumas espoletas" e explicava como fazer uma bomba-relógio. "Nosso Exército é uma vergonha nacional, e o ministro está se saindo como um segundo Pinochet", afirmava. Havia outros movimentos militares pelo país, como um capitão que invadiu uma prefeitura para pedir reajuste. Acuado, o então presidente José Sarney deu um aumento escalonado de 95% nos salários das Forças Armadas.

Bolsonaro negou a autoria de qualquer plano de bombas e citou que dois exames grafotécnicos resultaram inconclusos. Perícia da Polícia Federal, porém, foi inequívoca ao concluir que as anotações eram dele. Os coronéis decidiram, por unanimidade, pela condenação. "O Justificante [Bolsonaro] mentiu durante todo o processo, quando negou a autoria dos esboços publicados na revista 'Veja', como comprovam os laudos periciais."

 Segundo documento assinado por três coronéis, Bolsonaro "revelou comportamento aético e incompatível com o pundonor militar e o decoro da classe, ao passar à imprensa informações sobre sua instituição". Pela lei, decisões do conselho deviam ser enviadas ao STM. No tribunal, Bolsonaro negou em abril de 1988 o plano das bombas, mas reconheceu a autoria do artigo: "Admito também a transgressão disciplinar [...], pela qual, acertada e justamente, fui punido com quinze dias de prisão, única punição por mim sofrida até a presente data".

OUTRO LADO:

A assessoria do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou na sexta (12) que a reportagem da Folha "é idiota e imbecil" e indagou "quem estava pagando" pelo trabalho. A Folha pediu uma manifestação do parlamentar, mas não houve resposta até a conclusão desta edição. O assessor do parlamentar se recusou a anotar os telefones de contato do repórter. Segundo a assessoria, a "pauta é uma merda". Em resposta ao Superior Tribunal Militar em 1988, ele afirmou que escreveu o artigo para "Veja" para pedir reajuste salarial "em defesa de minha família e de minha classe, mesmo sabendo que estava ferindo o Regulamento Disciplinar do Exército". 

"Onde encontrar indignidade no artigo publicado na revista?", indagou Bolsonaro em sua defesa. Sobre a ideia de fazer explosões, Bolsonaro voltou a negá-la: "Nego veementemente tal plano. Como posso provar que não o conhecia? À 'Veja' cabe o ônus da prova. Baseado em que elementos chegou à absurda conclusão de que eu tinha ou sabia de um plano?". A respeito dos exames grafotécnicos feitos pela Polícia Federal e pela Polícia do Exército que o incriminaram, ele afirmou que havia dois outros, inconclusos. Segundo o então capitão, houve "gritante cerceamento do direito de defesa" no processo pelo qual o Conselho de Justificação o condenou, em janeiro de 1988.


Até Despejado da Vila Militar o Bolsonaro foi, pagador de mico nato! [Clique Aqui]

CRONOLOGIA:

3.set.1986 - A revista "Veja" publica artigo do então capitão Jair Bolsonaro, "O salário está baixo", em que pede aumento: "Não consigo sonhar com as necessidades mínimas que uma pessoa do meu nível cultural e social poderia almejar". Bolsonaro é preso por "transgressão grave". É acusado de "ter ferido a ética, gerando clima de inquietação no âmbito da organização militar" e também "por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial"

25.out.1987 - A revista "Veja" divulga a reportagem "Pôr bombas nos quartéis, um plano na Esao", na qual afirma que Bolsonaro, lotado na Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais, e outro militar, Fábio Passos, elaboraram um plano que previa a explosão de bombas em unidades militares do Rio para pressionar seus superiores. Segundo a reportagem, Bolsonaro teria dito que haveria "só a explosão de algumas espoletas" e explicou como construir uma bomba-relógio à base de TNT

25.out.1987: Bolsonaro e Passos entregam ao comando da Esao textos de próprio punho nos quais negam ter feito o plano e falado com a "Veja".

1º.nov.1987: "Veja" publica uma segunda reportagem, "De próprio punho", na qual traz o fac-símile de um croqui que teria sido desenhado por Bolsonaro com pontos em que as bombas seriam distribuídas. Ele nega a autoria repetidas vezes.

13.nov.1987: Sindicância da Esao conclui que há aspectos a serem melhor investigados e sugere remessa dos autos a um Conselho de Justificação.

15.dez.1987: Acusação diz que Bolsonaro agiu "comprometendo a disciplina e ferindo a ética militar"

8.jan.1988: Laudo de exame grafotécnico da Polícia Federal afirma que partiram do punho de Bolsonaro as anotações no croqui entregue pela "Veja"

25.jan.1988: Em sessão secreta, o Conselho de Justificação decide por unanimidade considerar Bolsonaro culpado. "O Justificante [Bolsonaro] mentiu durante todo o processo, quando negou a autoria dos esboços publicados na revista 'Veja', como comprovam os laudos periciais do Instituto de Criminalística da Polícia Federal e do 1º Batalhão de Polícia do Exército".

16.jun.1988: Por 8 votos a 4, os ministros do Superior Tribunal Militar consideraram Bolsonaro "não culpado" das acusações, diz que duas perícias confirmaram a autoria e duas não a confirmaram, o que configura "na dúvida a favor do réu". Sobre o texto na "Veja", o STM decidiu que "o justificante assumiu total responsabilidade por seu ato, foi punido com 15 dias de prisão".

22.dez.1988: Segundo extrato da ficha cadastro de Bolsonaro, fornecido pelo Exército à Folha, o militar “foi excluído do serviço ativo do Exército, a contar de 22 de dezembro de 1988, passando a integrar a Reserva Remunerada”. Segundo a assessoria de comunicação social, há uma lei que obriga a medida a partir da diplomação de militar para cargo eletivo, o que ocorreu com Jair Bolsonaro no final de 1988, já que ele foi eleito vereador do Rio de Janeiro.

Por Folha de S. Paulo - Bolsonaro era agressivo e tinha excessiva ambição, diz ficha militar
Por: RUBENS VALENTE, DE BRASÍLIA - 16/05/2017 02h01
O violento e insano Bolsonaro já revelava a sua natureza corrupta: “Necessita ser colocado em funções que exijam esforço e dedicação, a fim de reorientar sua carreira. Deu demonstrações de excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente” (ministro do Exército, Leonidas Pires Gonçalves)

Documento sigiloso produzido pelo Exército na década de 1980 mostra que oficiais superiores do hoje presidenciável Jair Bolsonaro (PSC) o avaliaram como dono de uma “excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente”. A avaliação foi protocolada sob sigilo, em 1987, no gabinete do então ministro do Exército, Leonidas Pires Gonçalves, durante um processo a que Bolsonaro foi submetido no Conselho de Justificação (espécie de inquérito).

Conforme a Folha divulgou nesta segunda-feira (15), no processo Bolsonaro reconheceu ato de indisciplina e deslealdade por ter divulgado um texto, sem autorização de seus superiores, com pedido de aumento salarial. Ele foi condenado pelos três coronéis que compunham o conselho mas, após um recurso, conseguiu a absolvição no STM (Superior Tribunal Militar).

Segundo a "ficha de informações" produzida em 1983 pela Diretoria de Cadastro e Avaliação do ministério, Bolsonaro, na época tenente com 28 anos de idade, "deu mostras de imaturidade ao ser atraído por empreendimento de garimpo de ouro. “Necessita ser colocado em funções que exijam esforço e dedicação, a fim de reorientar sua carreira. Deu demonstrações de excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente”. Em interrogatório a que foi submetido no conselho, Bolsonaro reconheceu ter feito garimpo "na cidade de Saúde, próximo de Jacobina [BA]", durante as férias, na companhia de três tenentes e dois sargentos paraquedistas, dois dos quais "estavam sob seu comando". Bolsonaro disse que não teve lucro e classificou a atividade como "hobby ou higiene mental".

Ouvido pelo conselho, o superior de Bolsonaro, coronel Carlos Alfredo Pellegrino, disse que tentou demovê-lo da ideia do garimpo, mas conheceu "pela primeira vez sua grande aspiração em poder desfrutar das comodidades que uma fortuna pudesse proporcionar".

Ao regressar, Bolsonaro procurou o oficial. Por um lado ele se "retratou", mas por outro teria "confirmado sua ambição de buscar por outros meios a oportunidade de realizar sua aspiração de ser um homem rico". Em sua decisão final, o Conselho de Justificação concordou com a avaliação da ficha de informações. "A imaturidade é de um profissional que deveria estar dedicado ao seu aprimoramento militar, através do adestramento, leitura e estudos, e não aventurar-se em conseguir riquezas". Segundo o coronel Pellegrino, Bolsonaro "tinha permanentemente a intenção de liderar os oficiais subalternos, no que foi sempre repelido, tanto em razão do tratamento agressivo dispensado a seus camaradas, como pela falta de lógica, racionalidade e equilíbrio na apresentação de seus argumentos".

OUTRO LADO:

Em entrevista por telefone, Bolsonaro disse: "Vá catar coquinho, Folha de S.Paulo. Vocês estão recebendo de quem para fazer matéria? Vocês estão recebendo de quem para me perseguir?".
Prosseguiu: "Publica essa porra de novo agora sem falar comigo. Eu só falo com vocês gravando", disse o parlamentar. "Continue escrevendo essas porcarias aí na Folha."



- Os Detalhes:

- Planejou Ataque Terrorista, foi preso e expulso do exército - Vídeo Dossiê Bolsonaro: https://www.youtube.com/watch?v=HSRrUE6RObY 
- Os documentos do Exército sobre a expulsão de Jair Bolsonaro da Escola de Oficiais após plano terrorista: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-os-documentos-do-exercito-sobre-a-expulsao-de-bolsonaro-da-escola-de-oficiais-apos-plano-terrorista/
- BOLSONARO TEM “DESVIO GRAVE DE PERSONALIDADE” SEGUNDO SUPERIORES: https://www.brasil247.com/pt/247/rio247/349464/Bolsonaro-tem-%E2%80%9Cdesvio-grave-de-personalidade%E2%80%9D-segundo-peritos.htm  (Trechos inéditos do julgamento do então capitão do Exército Jair Messias Bolsonaro, liberados pelo Superior Tribunal Militar (STM) traçam um perfil do agora presidenciável: "desvio grave de personalidade e uma deformação profissional", "falta de coragem moral para sair do Exército" e "ter mentido ao longo de todo o processo").
- Jair Bolsonaro Parabeniza Eduardo Cunha, exalta Golpe de 64 e Vota contra a Democracia: https://www.youtube.com/watch?v=gpyDmpN0hEw

Por Jornal ‘O Estado de S. Paulo

O julgamento que tirou Bolsonaro do anonimato - O 'Estado' obtém áudios inéditos da sessão do STM que, em 1988, absolve o então capitão do Exército por ações contra 'decoro de classe'
Luiz Maklouf Carvalho - O Estado de S. Paulo 01 Abril 2018 | 05h00
O Capitão rebelde, indisciplinado e muito ganancioso, Jair Bolsonaro foi julgado, e condenado, ficou preso, recorreu da sentença, e aí fugiu para o foro privilegiado se elegendo vereador pelo RJ

Áudios inéditos do Superior Tribunal Militar (STM), solicitados pelo “O Estado de S. Paulo”, mostram a íntegra de um julgamento de 30 trinta anos atrás: o do então capitão do Exército Jair Messias Bolsonaro, à época com 33 anos, hoje com 63 e bem cotado presidenciável da extrema-direita Fascista. Entre 1987 e 1988, Bolsonaro foi julgado duas vezes sob a acusação de - "ter tido conduta irregular e praticado atos que afetam a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe"- Na primeira instância, em janeiro de 1988, foi considerado culpado pela unanimidade dos três julgadores, todos oficiais militares. Na última -- o STM, em sessão secreta de 16 de junho de 1988, integralmente gravada -- Bolsonaro foi considerado não culpado por a 9 a 4. O julgamento do STM foi a última etapa do longo e momentoso caso de rebeldia militar ocorrido durante a presidência de José Sarney -- a primeira depois da ditadura -- e o desenrolar do segundo ano da Constituinte. O maior derrotado pela absolvição do capitão Bolsonaro foi o general Leônidas Pires Gonçalves, ministro do Exército de Sarney, que avalizara publicamente a decisão da primeira instância, depois reformada. São 37 áudios nítidos, uns longos, outros mais curtos. Jogam luz numa história que vai sendo esquecida, e que esclarece uma parte importante na trajetória do polêmico personagem. Foi com esse episódio, cheio de vais e vens, que Bolsonaro saiu do anonimato, virou político e agora se lança à Presidência da República em 2018.

Um bom começo é vê-lo, ali pelo final de agosto de 1986, caminhando à paisana em direção à sucursal da revista "Veja", no Rio. Levava na bolsa a farda de capitão -- e com ela foi fotografado na Redação. A foto e o artigo "O salário está baixo" -- um petardo inusual contra a autoridade militar e o governo Sarney -- foram publicados na seção "Ponto de vista", de 03 de Setembro de 1986. Fruto de uma demorada negociação, obtida por iniciativa de "Veja", mas francamente colaborativa por parte do capitão, o artigo precisou de mais de uma ida à redação e de adaptações compatíveis com o estilo da seção. Não era sempre que um oficial do Exército dava a cara para bater, com nome, sobrenome, clareza, radicalidade e contundência. O pé do artigo -- disponível na internet -- informava que seu autor era "capitão do 8.º Grupo de Artilharia de Campanha, paraquedista, 31 anos, casado e pai de três filhos". Foi levado à prisão disciplinar, por 15 dias, a partir de 1º de Setembro, determinada em boletim interno pelo comandante da Brigada de Paraquedistas, coronel Ary Schittiny Mesquita. Entre as razões da "transgressão grave" estava "a de ter elaborado e feito publicar em revista de tiragem nacional, sem conhecimento e autorização de seus superiores, artigo em que tece comentários sobre a política de remuneração do pessoal civil e militar da União". E, também, "a de ter ferido a ética gerando clima de inquietação".

Elemento indisciplinado, causador de motins, brigas, insubordinação, incompreensivo e rebelde sem causa, sem lógica nem honra

São três volumes, com 1.535 páginas, que "O Estado de S. Paulo" consultou com atenção. “Pôr bomba nos quartéis, um plano na ESAO”, publicou a Veja na edição de 25 de Outubro daquele 1987, terceiro ano do governo Sarney. A reportagem informava que Bolsonaro e seu colega da ESAO, Fábio Passos, prepararam um plano, "Beco sem saída", para explodir bombas em unidades militares do Rio. Tarde da noite da sexta-feira em que "Veja" saía, os dois oficiais foram chamados ao comando da ESAO, e escreveram, de próprio punho, textos em que negavam a autoria do plano e contatos com a revista. Para Bolsonaro, o publicado foi “uma fantasia”.

Na edição seguinte, de 1.º de Novembro, a revista publicou "De próprio punho" - reafirmando a reportagem anterior e reproduzindo o que seria um fac-símile de dois croquis, supostamente desenhados por Bolsonaro, indicando locais em que as bombas seriam detonadas. Inquirido e reinquirido em sindicância da ESAO, Bolsonaro nega. Na questão mais delicada - a autoria dos croquis - dois exames grafotécnicos, um da Polícia Federal, outro do Exército, foram inconclusivos. Em 13 de Novembro, o caso foi levado para um Conselho de Justificação. Nomeado pelo ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, o conselho se instala em 8 de Dezembro. É composto pelo coronel Marcos Bechara Couto, presidente, e pelos tenentes-coronéis Nilton Correa Lampert, interrogante e relator, e Carlos José do Couto Barroso, escrivão. 

É quando se formaliza a acusação de "conduta irregular, prática de atos que afetam a honra pessoal, pundonor militar e decoro da classe". O conselho ouviu Bolsonaro meia dúzia de vezes, além de seus advogados. A negativa foi mantida. Ouviu, ainda, jornalistas e editores da revista "Veja", oficiais do Exército vizinhos de Bolsonaro, as esposas de alguns deles, incluindo Rogéria Nantes, mulher do capitão, que se recusou a falar. Ouviu também generais indicados pela defesa -- entre eles o general Newton Cruz, linha dura que Bolsonaro admirava superlativamente. Um novo laudo da Polícia Federal cravou a culpa do acusado: 

- “Não restam dúvidas ao ser afirmado que os manuscritos promanaram do punho gráfico do capitão Jair Messias Bolsonaro” -  Logo depois, a pedido do conselho, um quarto exame grafotécnico dos peritos do Exército que fizeram o primeiro laudo não acusatório, acrescentou um "complemento" contrário, afirmando que os caracteres "promanaram de um mesmo punho gráfico". Quatro exames grafotécnicos, portanto, empatando em 2 a 2. Em 25 de Janeiro, Bolsonaro foi condenado pela unanimidade do conselho com um libelo duro em que se registra "desvio grave de personalidade e uma deformação profissional", "falta de coragem moral para sair do Exército" e “ter mentido ao longo de todo o processo” ao negar contatos frequentes com a revista Veja.

Em fevereiro de 88, um despacho do ministro do Exército concorda com o parecer do conselho – e ao mesmo tempo encaminha os autos do processo para o Superior Tribunal Militar. É o Conselho de Justificação 129-9 – relatado pelo general Sérgio de Ary Pires, tendo por revisor o jurista e ex-deputado federal Aldo da Silva Fagundes. Treze ministros participaram da sessão secreta de julgamento de quatro meses depois, em 16 de junho de 88. Bolsonaro em princípio não aceitou advogado – ele próprio fez sua defesa escrita -, mas, no julgamento, foi defendido pela advogada Elizabeth Diniz Martins Souto, que segue atuando em Brasília.

Planejou ataques terroristas, iria executa-los caso a repórter da revista veja não tivesse denunciado, depois negou tudo, e foi provado que mentiu na cara de pau

A sessão começa com o relatório do general Sérgio Pires, que lê o libelo acusatório do primeiro Conselho de Justificação. Passa muito tempo às voltas com uma questão de ordem sobre se o representante do Ministério Público Militar poderia ou não poderia falar – acabou não falando. Depois de um intervalo, já pelo meio da tarde, falou a defesa. “Este processo constitui uma aberração jurídica terrível”, diz a dra. Martins Souto no áudio 16, com 32 minutos. A posição do Ministério Público Militar, lida pelo relator, diz que os autos colocam Bolsonaro “na inconfortável posição de incompatibilidade para o oficialato”.

“Não culpado”, vota o relator, general Sérgio Pires. Argumenta, no essencial, 1) que o capitão já pagou a pena pelo artigo na revista Veja – os quinze dias de prisão; 2) carência de prova testemunhal e 3) “profundas contradições existentes nos quatro exames grafotécnicos, dos quais dois não apontam a autoria dos croquis” e dois apontam, o que chama o princípio in dúbio pro réu.

Oito ministros seguiram o relator: Ruy de Lima Pessoa, Antônio Carlos de Seixas Telles, Roberto Andersen Cavalcanti, Paulo Cesar Cataldo, Raphael de Azevedo Branco, Alzir Benjamin Chaloub, George Belham da Mota e Aldo Fagundes, o revisor. Quatro votaram pela culpa e pela reforma do capitão: Antônio Geraldo Peixoto, José Luiz Clerot, José Luiz Leal Ferreira e Haroldo Erichsen da Fonseca. Aldo Fagundes, pelos primeiros, entendeu que Bolsonaro se deixara levar pela vaidade – “essa caminhada do anonimato à notoriedade é muito difícil” – e que isso era “muito pouco” para afastá-lo do Exército. José Luiz Clerot, pelos últimos, considerou que o que estava em jogo era “a mentira do capitão Bolsonaro”, a quem atribuiu a autoria dos croquis, “o que o leva às profundezas do inferno de Dante”.

Já era perto de onze da noite quando o julgamento terminou. O presidente mandou entrar a imprensa, e anunciou: “Estando em sessão pública, vou declarar o resultado dessa sessão secreta: por maioria de votos o capitão Bolsonaro foi julgado não-culpado”. Em dezembro de 1988, Bolsonaro foi para a reserva remunerada com a patente de capitão. Já era, desde novembro, vereador eleito do Rio de Janeiro pelo Partido Democrata Cristão. Bolsonaro não quis dar entrevista.



Fontes:


Bruno Guerreiro de Moraes, apenas alguém que faz um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza...

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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Bolsonaro e a Wal do Açaí - Funcionária Fantasma - A Ponta do Iceberg - Jair Bolsonaro - Corrupção

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Bolsonaro e a Wal do Açaí - Funcionária Fantasma - Corrupção - Denuncia - Jair Bolsonaro:

A 'Wal do Açaí' é a Walderice Santos da Conceição, a mulher do caseiro que cuida da casa de Praia do Bolsonaro, empregada como assessora parlamentar em Brasilia, recebe salário sem trabalhar

Bolsonaro Corrupto - Funcionária Fantasma Wal do Açaí - 01 - Corrupção e Lavagem de Dinheiro:

Bolsonaro Corrupto - Funcionária Fantasma Wal do Açaí - 02 - Corrupção e Lavagem de Dinheiro:

Bolsonaro se acovarda perante o Guilherme Boulos do Psol, quem é a Wal?:

Guilherme Boulos falando Grosso contra Bolsonaro, Corrupto e Mentiroso, Jair Bolsonaro Ladrão:

Walderice Santos da Conceição, assessora fantasma de Bolsonaro, deveria estar em Brasília, mas fica o ano todo na Vila Histórica de Mambucaba

Depois de 7 meses esse caso voltou as manchetes por que o candidato a presidente pelo Psol, (Guilherme Boulos) citou a Wal no debate da Band, e logo em seguida na segunda feira a Folha de S. Paulo foi lá em Angra dos Reis verificar de novo, e a Wal estava lá no seu comércio, em vez de estar em Brasília despachando para o Deputado, [Clique Aqui]

Mas vamos por partes, como tudo isso começou? Isso tudo começou assim... em 2015 teve uma denúncia anônima contra o Bolsonaro, citando duas casas que ele tem num condomínio fechado de Luxo na Barra da Tijuca (beira mar), na época (logo depois das eleições para presidente de 2014) Rodrigo Janot (procurador geral da república), estava atolado em serviço, tendo que lidar com assuntos muito mais graves e complicados, que acabaram por fim levando a presidente Dilma ao Impeachment. Então nessa época ao receber a denúncia de um anônimo e sem tempo para investigar melhor o caso, escutando apenas a versão do acusado (Bolsonaro) Janot arquivou o caso rapidamente, pois tinha coisa muito mais grave para cuidar.

Porém agora no começo de 2018, a Folha de S. Paulo resolveu ver melhor esse assunto, afinal o Bolsonaro tinha se tornado candidato a presidente da república e só fica atrás de Lula nessa corrida, então o caso que era “irrelevante” em 2015 se tornou “altamente relevante” em 2018. Os repórteres da Folha foram atrás desse “fio” e ao puxa-lo descobriram o oceano de corrupção em que o Bolsonaro está atolado. Todo esse vasto oceano de corrupção pode ser estudado lendo as muitas reportagens da Folha de S. Paulo e de outros jornais e revistas, e para facilitar o estudo eu tive o trabalho de ler tudo e resumir, apontando os links para quem quiser ir mais fundo nas questões. Acesse essa página [AQUI] para ver o Dossiê Bolsonaro Corrupção.

Mas nessa página aqui vamos nos ater apenas ao caso Wal do Açaí, que é apenas um detalhe, uma gota no oceano de lama onde o supostamente - “deputado mais honesto do planeta” - está atolado. A Wal do Açaí é a Walderice Santos da Conceição, a mulher do caseiro que cuida da casa de Praia do Bolsonaro, ela já está empregada no gabinete do deputado a mais de 12 anos e já “exerceu” cargos maiores, chegando até mesmo a ser a chefe do gabinete! A Folha de S.Paulo foi então até Mambucaba (Vila próxima de Angra dos Reis) verificar o caso, a Walderice não deveria estar em Mambucaba trabalhando como faxineira na casa do deputado, ou no comércio de sorvetes, mas sim na Câmara de Deputados Federais em Brasília, ali mesmo nos icônicos prédios do centro do plano piloto.

Então se ela está contratada como assessora parlamentar, recebendo salários e diversos benefícios, mas não vai trabalhar, não comparece ao local de trabalho, então é funcionária fantasma... simples assim! E isso se caracteriza peculato (desvio, ou mal uso do dinheiro público). Não tem desculpa, nem meio termo, é crime e ponto final. Então o deputado “linha dura contra a Corrupção” está cometendo corrupção! Os seguidores fanáticos podem argumentar: - “Ah mas isso é um caso tão insignificante”- , sim pode ser insignificante, mas esse é apenas a Gota no Oceano. A ponta do ‘Fio’ que pode revelar toda a trama, que é muito mais cabeluda.

Essa é apenas a corrupção mais escancarada do caso Bolsonaro, mas outras questões muito mais sérias estão a ser investigadas, tal como o imenso patrimônio do Deputado que começou na politica muito, mas muito pobre, e hoje tem um patrimônio que ultrapassa 17 milhões (mas pode ser muito maior, como atestou a equipe da Revista Época). Voltando a Walderice, os repórteres da folha foram lá, em janeiro, flagraram a assessora em Mambucaba, e tiveram um encontro inesperado com o Bolsonaro, veja o vídeo:

Bolsonaro Corrupto - Corrupção de Jair Bolsonaro - Patrimônio de mais de 17 Milhões:

Walderice e Eduardo Bolsonaro, esse figurinha está envolvido num enorme escândalo de violência contra a mulher, [Clique Aqui] e veja sobre o assunto. Agora imagine as pressões que essa senhora de 50 anos deve estar sofrendo...

Bem... depois de publicado o artigo, o “mito” deu uma desculpa (bem das esfarrapadas), para a Walderice estar em Mambucaba  e não em Brasília, ele disse que ela estava de férias... porém, a Folha de S. Paulo foi lá agora (7 meses depois, no dia 13 de Agosto de 2018) verificar de novo o paradeiro da funcionária, e ela estava em seu humilde comércio vendendo sorvetes...

Então a desculpa bem da esfarrapada não serve mais, aliás o argumento dele desde o início foi o mesmo usado por seu irmão mais novo, Renato Bolsonaro, também pego em fragrante como funcionário fantasma, disse que “despachava dali mesmo, da cidade de Miracatu”. A Wal por sua vez despachava da Vila de Mambucaba, uma vila pobre de pescadores, região de Angra dos Reis. Obvio que é mentira da grossa, ele (Renato) trabalha no comércios da família (muitos e muitos patrimônios no Vale do Ribeira), enquanto a Wal no seu humilde comércio de sorvetes. Quer Saber mais do assunto? Veja no site da Folha de S. Paulo, [Clique Aqui]. E repito, o caso Wal do Açaí é apenas a ponta da ponta do iceberg, muito, mas muito mais corrupção foi, e é, praticada por Jair Bolsonaro. Veja o Dossiê Bolsonaro Corrupção [Clique Aqui].

Funcionária Fantasma do Gabinete de Jair Bolsonaro! Apenas a ponta do Iceberg!
O ‘Mito’ micando de novo... Walderice Santos da Conceição, uma funcionária fantasma...

Walderice Santos da Conceição, (49 anos), figura desde 2003 como um dos 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro, em Brasília, recebendo atualmente salário bruto de R$ 1.351,46 (o salário dela variou muito no passado, e já foi bem maior). Os registros oficiais da Câmara dos Deputados mostram que a secretária parlamentar de Bolsonaro passou nesses 15 anos por uma intensa mudança de cargos no gabinete, foram mais de 30! Em 2011 e 2012 ela alcançou melhores cargos - são 25 gradações!

As sofismas de Bolsonaro: “Em um vídeo publicado no Facebook nesta quinta, Bolsonaro diz que sua casa em Angra “é onde, segundo a Folha de S.Paulo, eu tenho uma mansão”. A reportagem da Folha escreveu que o deputado declarou um terreno na região em 1998. Incluiu o imóvel na relação do total de 13 da família Bolsonaro, sem chamá-lo de “mansão”. Bolsonaro afirma ainda que os repórteres do jornal estiveram no local para conferir a “mansão”. A reportagem visitou a região com o objetivo de confirmar se a funcionária do seu gabinete realmente vive e trabalha na mesma rua da residência do deputado. A Walderice tem um pequeno comércio ali, residentes do local confirmaram que ela trabalha lá, em seu comércio, e não como assessora parlamentar federal. 

A cidadezinha em que ela vive tem apenas 15 mil habitantes, mas Bolsonaro afirma que ela trabalha para ele ali... despachando, atendendo as ‘necessidades’ da região para então encaminhar para ele... poderíamos fingir que isso ‘seria verdade’, caso a Walderice vivesse numa imensa megalópole tal como na capital do Rio de Janeiro, mas ela vive ali, na paupérrima vila histórica de Mambucaba, em Angra dos Reis. Então que tanto trabalho tem para a Walderice fazer lá? Ela uma assessora federal tá fazendo o que ali??

- Cidade de servidora fantasma de Bolsonaro não tem emendas do deputado há dez anos: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/01/1950744-bolsonaro-ignora-cidade-do-rio-em-emendas.shtml (A Folha revelou na quinta-feira (11) que o deputado usa verba da Câmara para empregar Walderice Santos da Conceição, 49, sua vizinha de casa de praia. Há uma década o presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) não destina emendas parlamentares para a cidade de Angra dos Reis, onde mantém a empregada...).

- Bolsonaro e a ‘Wal Açaí’, uma história cheia de contradições: http://www.netcina.com.br/2018/01/bolsonaro-e-wal-acai-uma-historia-cheia.html (Walderice Santos da Conceição, de 49 anos, é esposa de Edenilson Garcia. Segundo moradores da pequena Vila Histórica de Mambucaba, distante 50 quilômetros do centro de Angra dos Reis, Wal e Denilson, como é conhecido o casal, ambos seriam caseiros responsáveis por tomar de conta da casa de veraneio que o presidenciável Jair Bolsonaro tem no local, há mais de 20 anos).

Walderice Santos da Conceição, de 50 anos, é esposa de Edenilson Garcia, caseiro da casa de praia de Jair Bolsonaro

Por Folha de S. Paulo - Bolsonaro emprega servidora fantasma que vende açaí em Angra 
CAMILA MATTOSO, ITALO NOGUEIRA, ENVIADOS ESPECIAIS A ANGRA DOS REIS, RANIER BRAGON, DE BRASÍLIA

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) usa verba da Câmara dos Deputados para empregar uma vizinha dele em um distrito a 50 km do centro de Angra Dos Reis (RJ). A servidora trabalha em um comércio de açaí na mesma rua onde fica a casa de veraneio do deputado, na pequena Vila Histórica de Mambucaba. Segundo moradores da região, Wal, como é conhecida, também presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal atividade um comércio, chamado "Wal Açaí". Walderice Santos da Conceição, 49, figura desde 2003 como um dos 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro, em Brasília, recebendo atualmente salário bruto de R$ 1.351,46. Segundo moradores da região, o marido dela, Edenilson, presta serviços de caseiro para Bolsonaro.

O deputado federal mora na Barra Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e tem desde o final dos anos 90 uma casa de veraneio em Mambucaba. A Folha falou com moradores da vila, que tem cerca de 1.200 habitantes, segundo a Prefeitura de Angra. Foram colhidos quatro relatos gravados de moradores confirmando que o marido de Walderice é o caseiro do imóvel de veraneio de Bolsonaro. As portas do estabelecimento "Wal Açaí", na mesma rua, foram fechadas às pressas nesta quinta-feira (11) assim que se espalhou a informação sobre a presença de repórteres na região. MUDANÇA DE CARGOS Os registros oficiais da Câmara dos Deputados mostram que a secretária parlamentar de Bolsonaro passou nesses 15 anos por uma intensa mudança de cargos no gabinete, foram mais de 30. Em 2011 e 2012 ela alcançou melhores cargos –são 25 gradações.

A reportagem da Folha esteve em Mambucaba na manhã desta quinta-feira para procurar a funcionária de Bolsonaro. No caminho para a casa de Walderice, a reportagem a viu saindo da casa do deputado. Ela foi chamada, mas pediu "um minutinho" e entrou de volta no local. Minutos depois, um outro vizinho de Bolsonaro abriu a porta convidando a Folha para entrar. "Venham conhecer o homem". O presidenciável apareceu em seguida, com um outro auxiliar, que estava com o celular gravando a situação. Quem estava com as chaves era justamente o marido de Wal. "Tem jabuticaba aí, Edenilson?", perguntou o presidenciável. De acordo com depoimentos colhidos pela Folha, o marido da funcionária de Bolsonaro pintou a casa de veraneio recentemente.

OUTRO LADO O deputado nega que tenha utilizado dinheiro da Câmara para pagamentos de serviços da casa e que Walderice seja uma funcionária fantasma. Perguntado sobre qual seria o trabalho desempenhado por ela, Bolsonaro respondeu: "Ela reporta a mim ou ao meu chefe de gabinete qualquer problema na região". "Não tem uma vida constante nisso. É o tempo todo na rua? Não. Ela lê jornais, acompanha o que acontece". A reportagem pediu ao presidenciável algum exemplo de serviços parlamentares prestados pela funcionária. "Peraí, ela fala com o chefe de gabinete", se limitou a dizer. "Como é que eu vou saber? Se eu mantiver um contato diário com meus 15 funcionários, eu não trabalho". Bolsonaro foi questionado sobre as diversas movimentações salariais que fez para Walderice ao longo dos quase 15 anos de trabalho prestado.

"O que de vez em quando acontece: um funcionário é demitido. Aquela verba que "sobra" então a gente destina para um [outro] funcionário, por pouquíssimo tempo. Tem uma verba fixa para pagar funcionários. Ganha tão pouco, por que não posso dar uma ajuda por dois, três meses? Em vez de pagar R$ 1.300, paga R$ 1.500 ou R$ 2.000". Sobre o marido, Bolsonaro negou que ele seja caseiro da casa, mas afirmou que Edenilson o ajuda na casa, inclusive dando comida para os cachorros. "Não vai querer mover uma ação trabalhista porque ele vem duas ou três vezes por semana aqui." Em um vídeo publicado no Facebook nesta quinta, Bolsonaro diz que sua casa em Angra "é onde, segundo a Folha de S. Paulo, eu tenho uma mansão". A reportagem da Folha escreveu que o deputado declarou um terreno na região em 1998. Incluiu o imóvel na relação do total de 13 da família Bolsonaro, sem chamá-lo de "mansão". Bolsonaro afirma ainda que os repórteres do jornal estiveram no local para conferir a "mansão". A reportagem visitou a região com o objetivo de confirmar se a funcionária do seu gabinete realmente vive e trabalha na mesma rua da residência do deputado.

Fonte: https://bit.ly/2nAVJoQ


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